A razão de uma instituição psicanalítica é a difusão da psicanálise, a formação do analista e interlocução com a cultura. Apoiada no conhecido quadripé de sustentação, a formação institui-se pela ‘análise pessoal’, ‘análise de controle’, ‘clínica’ e ‘interlocução com seus pares, na Instituição’. Aí, nesta interlocução necessária à formação, se encontra este dispositivo de investigação, no qual cada um participa do lugar de agente da procura, ao contrário de receptor passivo do ensino do mestre.
O cartel é um dispositivo, pensado por Lacan, como lugar de entrada, produção e formação do psicanalista. Uma estrutura composta de três a cinco pessoas e o Mais-um, proposto pelos integrantes, dentre os membros da Instituição. Sua função é zelar pela tarefa. O cartel se constitui por decisão de seus membros, visando o estudo e produção acerca de um tema. Como na análise de controle, é um fecundo lugar de transferência de trabalho, cujo efeito é uma produção em nome próprio, marcando assim um percurso singular na psicanálise. Dizemos com Lacan: lugar da instituição “onde deve cumprir-se um trabalho que no campo aberto por Freud, restabeleça o instrumento afiado de sua verdade”.
A Maiêutica convida aos que se sintam convocados pelo discorrer psicanalítico a integrar-se a cartéis abertos ou a constituir novos, sobre os temas que estão sendo trabalhados ou outros temas que estão sempre a nos interrogar.
Atividade aberta
Cartéis em funcionamento:
AURORIZAR-SE ANALISTA
Cleia Canatto - 9161-6465 - cleiarc@matrix.com.br
Josué Cruz -
Ruben Demartini - 9111 7481 - ruben.demartini@yahoo.com.br
Vanessa Kaiel -
1° encontro: 04 de Novembro - terça-feira, às 18:30
Mais-Um: Maurício Malisca
Interessados em participar dos cartéis em constituição ou em propor
novos cartéis, enviar e–mail à comissão de cartel:
maieuticasecretaria@floripa.com.br